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sábado, 12 de maio de 2012

Sobre o que aprendemos com as experiências




Um médico para as dores do peito. Lord Byron ou Jeff Bucley entendem bem o que quero dizer, um poeta romântico e um músico fora do seu tempo. No meu caso, quando digo que evoluí o correto seria que as coisas fossem diferentes, ainda mais quando “tudo se repete,” o natural seria que aquilo que eu sinto fosse diferente. Mas é tudo medosa e estranhamente igual. A sensação é de milhares de borboletas voando pelo estômago, a espera de uma resposta que nunca vai chegar.
Os aviadores pilotam aviões cuja tecnologia é muito complexa. Eles colocam uma máquina que pesa muitas toneladas no céu, a quebrar nuvens como a mais delicada das aves, eles fazem piruetas como uma criança que corre no jardim entre regadores, alguns chegam a saltar como os golfinhos em alto mar. Os aviadores pilotam aviões cuja tecnologia é muito complexa, e para isso eles sabem das coisas, e para que eu possa quebrar nuvens delicadamente, fazer piruetas e dar os mais belos saltos eu preciso saber também.
Quando tudo se aparenta calmo e sereno é normal que você não se preocupe com o exato momento em que tudo isso vai mudar. Nada muda do dia pra noite. Nada mudava do dia pra noite. Talvez nada ainda mude do dia pra noite, exceto para cegos como eu. Mesmo com toda “involução” não me considero uma má pessoa, daquelas que vai perseguir ou ser inconveniente (mesmo que as vezes no calor das emoções ainda utilize da escrita e do correio eletrônico), não me vejo parecido com os vilões dos filmes que fazem de tudo para separar o mocinho da mocinha, ou seja lá o nome que você possa dar a isso. Prefiro me retirar e esperar que tudo passe, que esteja refeito, colado e que possa finalmente seguir em frente. Mas nesse caso especialmente, não me foi dado o benefício do esclarecimento, não me foi dado o benefício de saber o que aconteceu ou está acontecendo, e preciso me virar com a falta de luz, com a falta de informações. Preciso novamente me acostumar com o desaparecimento pra poder então seguir em frente.
Ultimamente segurar as lágrimas tem sido uma tarefa cada vez mais difícil e estampar um sorriso no rosto para que os outros não percebam nada tem sido quase que impossível, pensar em hipóteses tem sido extremamente doloroso porque existe essa ideia fixa na minha cabeça que cada vez vem tomando mais forma. Já deveria estar acostumado visto que isso não me é novidade.
Não tenho o benefício da dúvida, não tenho muita coisa, as únicas coisas que tenho são cola e caquinhos e com isso eu posso me virar. Isso não é difícil. Havia uma época onde o tempo era “mágico” e ao que parece isso não  existe mais. E isso não é difícil, é... isso não é difícil, é insuportável. Queria ao menos saber o que aconteceu, queria ter tido ao menos o benefício da dúvida.
Sou melhor quando sei das coisas, consigo ser racional quando sei das coisas, na falta disso me viro com as palavras. Ao fim de que não sei mais o significado do termo “evolução”, talvez eu ainda não seja uma pessoa melhor pra lhe receber. Ainda tenho todos esses sentimentos rosas no coração, mas talvez essa ainda não seja a hora e talvez ela nunca chegue.

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