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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Tempo ?!



Não me ocorre agora a melhor maneira de me recorrer a você, senhor, senhora, realmente não sei mesmo. Não sei, mas penso que devo me dirigir com o mínimo de formalismo possível (que fique bem claro, mínimo de formalismmo não é falta de respeito). Você já viveu a perfeição? Já esteve no lugar certo, na hora certa e com a pessoa certa? Já sentiu um aconchego imensamente confortável? Já se sentiu único no meio da multidão?

Já se ateve ao presente, sem esforços, sem precisar reler suas atitudes do passados ou estudar o que fazer ou falar no futuro? Penso que não.

Você se multiplica em um piscar de olhos e carrega tudo e todos, segundo alguns humoristas modernos, cuidado Rafinha Bastos pode te comer. Já experimentou não querer nada além daquilo que você tem? Em 24 anos, essa é a primeira vez que sinto isso, e acredite, você é o grande responsável por isso. Me sinto bem aqui. Exatamente aqui. Sem a pressa da criança em crescer, sem a inconsequencia dos adolescentes, nem a nostalgia e saudosismo dos mais velhos. Está tudo em seu perfeito e devido lugar. Fluido tranquilo e serenamente. Acho que a máxima do "tudo é como deveria ser" se aplica muito bem. A palavra que encontro para descrever o meu momento é: equilíbrio. Razão e emoção lado a lado. Acho que é isso que eles chamam de paz. É?! Quando querer e precisar é conjugado no mesmo tempo e pessoa verbal. Tempo, tempo, tempo, tu és sempre tão relativo. Tão teimoso. Ao bem da verdade tão do contra. Quando preciso de ti lento passa voando, quando quero que passe voando, lá vem o tempo tão vagoroooooso. Exibicionista em demasia, sempre em voga. Me desculpe, não é um manifesto ou pauta de reivindicações. Devo agradecer por levar para longe tantas infelicidades e erros cometidos. Pessoas especiais e presentes que colocou ali ao meu lado, não à frente nem atrás. Em especial alguém que julgo você saber muito bem quem É, que por tudo vivido me fez acreditar muito em você. Agradecer a histórias bonitas que certamente foram eternizadas. Agradecer a serenidade e possibilidades abertas através de você. Ensinamentos, nossa, agradecer aos ensinamentos transmitidos e bem encaixados nos meus dias. Agradecer pela flexibilidade e sinceridade com aqueles que amo, fazendo as verdades sobressaindo sobre as mentiras. E até mesmo aos inúmeros "para sempre" que foram sugeridos em diversos momentos (era uma vez...). Agradeço o sono tranquilo e desfecho coerente a tantos episódios. É, a bem da verdade o senhor tem sido bom e retribuir a altura é o que espero. Ah, o seu trabalho noturno também deve ser elogiado, o vento quase frio na escuridão, e a cumplicidade do escurinho com os enamorados. A noite se encarrega de legitimar todas as ações do dia. É durante a noite que tudo é peneirado, restando apenas o ouro. Os restos ficam sujando as horas que precedem a meia-noite, se perdendo, diluindo entre os minutos em meras histórias banais. A noite a dor dói, a saudade nasce, o amor impera. O corpo exala sensações, expõe solidão, despe fantasias. O silêncio é sagrado e o invisível se mostra aos olhos. Tudo graças a sua garimpagem minuciosa. Imagino o seu perfeccionismo e critérios utilizados. Mesmo que as vezes a vontade de sumir com o senhor impera em meu ser. Obrigado pelo desenho de um grande ano em minha vida. Confio em você. Obrigado pela lapidação ao longo dos anos para que eu pudesse chegar aqui, bem nesse lugar onde estou. Obrigado pela aceitação e serenidade.

Gostaria de fazer apenas mais um pedido: sempre nos finais de semana que estiver com alguéééééém especial, seria muito bacana se o senhor saísse dessa uma voltinha e não se preocupe em voltar logo, afirmo que seria muito bom. Que os finais sejam doces e os começos dignos de sua complacência, não tenha pressa, pare para observar a paisagem, não seja sempre tão implacável. Faça uma pausa para um café, uma água. Permita que os sorvetes não derretam e os beijos não sejam interrompidos. Tenho certeza que se arriscar um pouco será divertido.


Ass: um novo amigo

TECO