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quarta-feira, 9 de maio de 2012

Contradição. Controverso.

É isso que tenho pra hoje. É assim que estou hoje, a partir de agora. Quero mandar o mundo se danar e que se dane também todo mundo que está nele. Como diria uma grande dama de todos os tempos: vai pra puta que o pariu, caralho.
Pronto, agora já descontei a minha frustração e posso começar a postar. Você acorda e tudo parece normal. Bastante atenção para o termo "parece", porque tudo parece normal, mas absolutamente nada está normal. Você acorda, se prepara como todos os dias, mochila nas costas e rumo a faculdade. As pessoas são as mesmas, os professores são os mesmos, mas algo está diferente. Fila do refeitório, gigante como sempre, tudo na mesma. Ahá uma coisa diferente, usei o intervalo do almoço pra terminar uma atividade de zootecnia... mas isso não conta. A tarde transcorre quase que normalmente... quase, porque a partir dela meu dia mudou completamente, já no seu finalzinho, cair da noite. Uma pessoa e um curtir. Isso foi suficiente pra tornar a minha noite cinza e amarga. Talvez esperasse outras coisas, ou talvez não esperasse nada. Talvez entre uma pessoa e um curtir um dos dois tenha me surpreendido mais. Não o curtir mas a pessoa com certeza.
Alguns podem virar e dizer: isso é bobagem, coisa muito pouca pra se dar crédito, pra se importar.
Sou o cara seguro, que sabe o que quer, sei fazer uma titulação de febre reumatóide do início ao fim, sei montar, manusear e interpretar uma PCR sem titubear, respostas exatas e seguras, sem pensar, de forma automática. Sou um cara seguro, de respostas definitivas e certeiras. Eu sou esse cara, sou um cara seguro. Mas quando se trata dessa coisa, desse músculo que insiste em pulsar continuamente, quando se trata disso, quando se trata de... eu perco toda essa segurança. Sou aquela criança assustada no parque porque os pais sairam de nossa vista pra comprar ingressos. Quando se trata dessa coisa eu sou a criança assustada. Eu estou assustado. Então não me diga que isso é pouca coisa, pois eu sou o cara seguro...
p.s. não o que fazer pra vc sentir minha falta.

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