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sábado, 13 de março de 2010

Tisssssssss

Comunicação é algo difícil, já disse isso um bilhão de vezes. Agora o que acontece as vezes é a cominicação erronea. As pessoas falam, e falam com uma habilidade tremenda. Quem não conhece aquela vizinha que nunca tenha colocado o nariz onde não lhe diz respeito, ou aquela tia que vive a tagarelar sobre fulano de tal.
"Olha você viu o que ciclano fez?""Hunn menina pior foi o que beltrano aprontou.""Vocês estão por fora de onde fulano esteve." Esse tipo de fala á clássico daquela ou daquele que se conforma com o que a vida lhe oferece, com o que generosamente lhe é dado de mão aberta. Não, talvez esteja julgando, mas o sentimento por dentro é esse.
Vítima de alguém igual, ao menos é o que dizem, ou quem sabe carrasco. Me disseram uma vez (by falta de memória) que quando alguém fala de você é porque esse alguém quer ser igual ou quer ofuscar o seu brilho, e isso é bom, muito bom, por que sei que começo a brilhar. Achava que tudo o que Rafa, Junim e Eduardo falavam sobre os que falavam era mera filosofia barata, mas o engraçado é que estou prestes a aplicar essa filosofia barata aqui (mas com certeza por ser eu que estou usando, não será tão barata assim): deixem falar o que quiserem, afinal estarão te colocando em evidência.
Acreditar ou não acreditar: eis a questão. Existem duas alternativas para essa pergunta, vamos a elas:
1º alternativa - acreditar, deixar uma ponta de dúvida semear e algum tempo depois colher uma plantação de incertezas. A coisa começa pequena, minúscula e termina em catástrofe, em ruínas e muita dor de ambos os lados. Ah mas tem seu lado bom, você deu ouvidos aquela vizinha que todos conhecem, você finalmente conseguiu interagir com o próximo e criar laços de amizades eternos, laços confeccionados de um material tão forte e resistente que nem mesmo o mais bravo bananão consegue desatar.
2º alternativa - não acreditar, não dar ouvidos a um lado e ficar do outro lado. Isso gera uma ponta de incerteza, nos faz ficar de olhos abertos, atentos como uma ave de rapina, afinal de contas tentaram atingir algo que te faz bem, e você passa a verificar o que te faz bem de verdade e passa a cuidar de forma melhor. Geralmente cansa, ihhh da um trabalhão. Mas vejamos pelo lado bom da coisa você passa a ter mais contato com seu lado sentimentalista, você fica mais sensível e se tiver medo você percebe que não apenas se sente bem como também se sente preso, uma prisão confortável, um porto seguro onde você pode buscar abrigo nos momentos de tempestade, onde você pode buscar o sexo mais prazeroso que possa existir na face da Terra, onde você também encontra colo, encontra cara feia, encontra cobrança, encontra cumplicidade e companheirismo.
Depois de expor as duas alternativas as pessoas mais sensatas escolheriam abandonar a vizinha e ficar com o porto seguro por inúmeras razões. Vou explanar apenas um motivo, um único motivo para que você escolha a segunda alternativa.
Durante todo o dia somos atingidos por bolas curvas, como aquelas dos jogos de beiseboll, algumas dessas bolas conseguimos rebater e mandar para longe, outras passam e temos que abandonar o bastão e correr como loucos até agarrar a bola e parar com todos os estragos que ela fez. Os estragos são tantos que nenhuma vizinha ou nem mesmo o maior amor da sua vida pode te reerguer novamente. Mas o que dá uma ampla vantagem ao amor da sua vida do que a qualquer pessoa quer quem seja e quer qual seja o nível de amizade ou de conhecimento ou de circunstâncias em que a conversa surgiu é que o amor da sua vida apenas te ama, ele não faz mais nada. Ele apenas te ama, essa é a única vantagem que ele possui, não importa a situação de desconfiança, ou a tempestade que se aproxima ele sempre vai dar um jeito de saber como você está, mesmo que vocês não estejam juntos, ele vai levar a célebre frase de Drumond a sério, não importa o teor de álcool. Ele sempre vai estar te esperando, so não demore.
p.s. criar juízo é bom nem sempre o que é certo pra você pode ser o certo para o semelhante. Nem sempre o que não tem nada a ver pra você pode não ter nada a ver para o seu semelhante.

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