Biólogos são apegados a detalhes. Gostamos de estatísticas, listas e procedimentos. Nós sobrevivemos porque gostamos dessas coisas, mas por mais que gostaríamos de confiar apenas nos números e no plano, também sabemos que algumas das maiores descobertas aconteceram por acaso. Bolor: penicilina. Casca de árvore venenosa: uma cura para a malária. Uma pílula azul para aumentar a pressão sanguínea, adeus impotência. É difícil aceitarmos que não é sempre o trabalho difícil ou a atenção aos detalhes que darão as respostas que buscamos. Mas as vezes é preciso ter calma, relaxar e esérar o feliz acidente.
Não importa quantos planos tracemos, ou quantos passos seguimos, nunca sabemos como o dia irá acabar. Preferiríamos saber, é claro, quais bolas curvas serão jogadas para nós. São os acidentes que sempre acabam sendo a parte mais interessante dos nossos dias, da nossa vida. As pessoas que nunca esperávamos que aparecessem, o desfecho dos eventos que nunca teríamos escolhido. De repente você se vê em um lugar que nunca esperou estar, ou é legal ou leva um tempo para se acostumar. Mesmo assim você sabe que irá gostar dele, em determinado momento. Então, cada noite você dorme pensando no amanhã, examinando seus planos, preparando as listas, e esperando que quaisquer acidentes que surjam sejam bons acidentes.

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