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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Considerações sobre noites em claro

Após cuidadosa consideração e muitas noites em claro, aí vai o que eu decidi: não existe essa de "crescer". Nós continuamos em frente, nós caímos fora, nos distanciamos de nossas famílias e formamos as nossas próprias. Mas as inseguranças básicas, os medos básicos e todos aqueles velhos machucados apenas crescem com a gente. E bem quando pensamos que a vida e as circunstâncias nos forçaram a nos tornarmos verdadeiros adultos, você escuta algo do tipo:
_"O que precisa para essa situação?"
Ou pior, algo do tipo:
_"Como está? Fique tranquilo!"
A gente cresce, fica alto, mais velho... Mas, na maioria dos casos a gente ainda é um bando de crianças correndo no parquinho desesperados para entrar num grupo.
Ouvi falar que é possível crescer- eu só nunca conheci ninguém que realmente tenha crescido. Sem pais para desafiar, a gente quebra as regras que estabelecemos pra gente mesmo. Temos nossos xiliques quando as coisas não saem como planejamos. A gente sussurra segredos com nossos amigos no escuro. A gente procura conforto onde consegue achar. E esperamos, indo contra toda nossa lógica e experiência, como se fóssemos crianças que nós nunca desistimos da esperança.

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