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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Como seres dos 5%, somos treinados para consertar o que está quebrado. O local da quebra é a linha de largada...em qualquer âmbito. Mas em nossas vidas o local da quebra é um sinal de fraqueza, e nós faremos qualquer coisa que pudermos para evitá-lo.
Ossos quebram. Órgãos colapsam. Carne se rasga. Podemos costurar a carne, reparar o dano, aliviar a dor. Mas quando a vida se acaba...quando a gente se acaba...não há ciência. Não há regras rápidas e abruptas. A gente apenas tem que sentir o jeito de passar por isso. E para um 5% não há nada pior, e não há nada melhor.
Nascemos, vivemos, morremos. Às vezes, não necessariamente nessa ordem. Colocamos as coisas para descansar apenas para ressuscitá-las de novo. Então se a morte não é o fim, no que ainda podemos contar? Porque não dá para contar com nada na vida. Vida é a coisa mais frágil, instável e imprevisível que existe. Na verdade, só temos certeza de uma coisa na vida: não está acabado até que seja acabado.

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