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domingo, 10 de maio de 2009

Em nova versão...

Já faz quase cinco meses que escrevo regularmente, meio caminho do meu livro já foi escrito e relendo algumas postagens vejo o quanto progredi e o quanto poderia em algumas situações ter agido de maneira diferente. Asa coisas mudam, o tempo passa e estranhamente percebemos que abrimos os olhos para tudo que nos rodeia. Essa estranha sensação é que nos faz perceber tudo o que nos prende a certa "corrente".
A sensação de liberdade pode ser comparado ao ritmo flamenco, algo agitado, dançante no início mas que pode ser perigoso. Na verdade todos dizem que não abrem mão da liberdade, mas no íntimo todos querem algo ou alguém para se prenderem. É fogo e queima puro desejo. Puro desejo de se extasiar o corpo e a alma.

Um do outro
Repetindo pequenas traições
Inventando centenas de desculpas diferentes
Olhares se cruzam e às vezes
Enxergam o que pode ainda ser descoberto
Um do outro tão perto
Caem na armadilha
E mergulham nas cinzas
Do amor que era infinito
Ela abafa o grito, ele finge não ver
Quando o sonho estilhaça
Em milhares de pedaços
Sua falta me faz lembrar
Quando só havia você e só você me bastava
Que mais eu poderia querer?
Construir um oásis maior do que o deserto
Um do outro tão perto
Caímos na armadilha
Eu mergulho nas cinzas
Do amor que era infinito
Mas foi tão bonito e é por isso que dói
Não saber como é que se perdeu
Nem pra onde foi

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