Ultimamente tenho prestado bastante atenção em certas coisas. Ontem assistindo ao programa "Direção Espiritual" (toda quarta feira as 22:00 hrs na Canção Nova) do Pe. Fábio de Melo algo em sua fala prendeu minha atenção.Uma telespectadora enviara mensagem ao padre contando o seu drama atual. Mulher casada, dois filhos, 34 anos de idade, descobrira há 5 meses que o seu marido a traía com outra mulher,inclusive possuía um filho com essa mulher de 9 meses. A telespectadora perguntava se valia a pena lutar pelo casamento visto que ela estava devastada e cansada ou se era melhor entregar os pontos e partir pro divórcio.
O padre me surpreendeu a partir do início da fala. Não acredito naquele amor dos contos de fada, onde o amor tudo supera, tudo suporta, tudo espera. Príncipes são EXCLUSIVOS dos contos de fada. A vida real é bem diferente, bem mais interessante. Os relacionamentos na atualidade perderam o seu sentido, por algum motivo as pessoas casam, mas seu casamento não é baseado no amor. A família não está tendo sua base no amor. Namoro é tempo de preparação, tempo de descoberta. Mas por algum motivo as pessoas estão casando sem amor. Existe dois tipos de infidelidade, e não se pode associar amor (ou a falta dele) à traição.
Existe o primeiro tipo de infidelidade, onde existe apenas o sexo pelo sexo, não existe afetividade. Esse tipo de traição machuca tanto o traído quanto o traidor, muitas vezes o traidor se machuca muito mais do que o traído, porque ele percebe que aquele ato é um ato vazio de significado e ocorreu por um momento de fraqueza, momento de fraqueza esse que provocou uma ferida e um estrago enorme. Deus não castiga ninguém, Ele em sua infinita misericórdia é incapaz (?!) de castigar algum filho seu. Entretanto cada ato que praticamos resulta em consequências. Às vezes somos cientes dessa consequência e outras vezes nem tanto, nas vezes do" nem tanto" costumamos por comodidade jogar a culpa em cima de Deus, afinal é mais fácil culpar a Ele que assumir meus erros e reconhecer que isso tudo é uma consequência dos meus atos. Ao traído cabe praticar o perdão, perdoar o traidor e seguir em frente. Perdoar não quer dizer aceitar o que o outro faz a vida inteira. Perdoar é sentar e conversar, é o o outro assumir a sua culpa e se comprometer a não mais cometê-lo.
O segundo tipo de infidelidade é quando existe além do sexo, algum tipo de afetividade, quando existe sentimentos envolvidos. Quando duas pessoas se envolve, fica implícito a fidelidade. Algumas coisas não podem ser divididas. Fidelidade é uma delas. O amor é um sentimento puro, que se dá sem esperar nada em troca, a fidelidade é um sentimento puro, quando você proporciona fidelidade a uma pessoa você espera receber fidelidade em troca. Você não pode ser meio fiel a uma pessoa e meio fiel a outra. Fidelidade não se divide e é recíproca.
Para mim é um tempo de uma extrema tranquilidade, e essa tranquilidade não quer dizer que não me importo com o que acontece. Me importo, sinto a mesma dor, a mesma raiva (temporária, comum a qq ser humano), a diferença é que estou seguro da minha decisão. Não espero nenhum sinal divino sobre o que devo fazer ou não fazer.
É muito simples, questão de análise. Estava esperando pacientemente o tempo chegar. Saber se afastar quando recebe menos do que merece. Me incomoda o fato de afastar sem gritar um pouco, mas... é melhor deixar o caminho livre, tirar o time de campo. Vá e seja feliz, faça aquilo que tenha vontade com quem vc verdadeiramente se importa, só me deixe em paz. Não consigo mais ser lembrado quando a carne fala mais alto que a razão. Não consigo mais ser sempre o plano "B".
Não consigo mais lutar sozinho. A pessoa de 5 anos atrás era outra... a pessoa de agora não conheço mais e também não tenho interesse nenhum em conhecer, não gosto dessa pessoa.
Enfim, continuo com aquilo que acredito, com as minhas definições e definitivos. Entrego os pontos, não consigo e não posso mais lutar, não sozinho.
Felicidades...

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