Obs: Qualquer semelhança não é mera coincidência...
Tinha deixado o drama um pouco de lado. Alguns disseram que isso era bom, outros falaram que era a minha essência, essa coisa meio maluca e dramática... intensa por demais. E de fato, seria um desperdício deixar isso de lado, de vez. Diria que as grandes obras de Picasso, Nelson Rodrigues, Nietzsche e tantos outros só prosperaram por causa dessa intensidade, dessa coisa de "estar novamente passando por uma fase sombria e mal resolvida".
Sou um tanto que imediatista, de imediato. A vida insiste em me fazer aprender a esperar e eu insisto em acreditar naquilo que tenho nesse momento. Mais ou menos por aí, estou certo de que acredito naquilo que tenho nesse momento. Não venha me dizer que é apenas coisa de minha cabeça, sei disso, sei que não passa de "coisas da minha cabeça", mas essas coisas não surgiram por mera obra do acaso.
Poderia citar Drummond " a dor é inevitável, o sofrimento opcional". De fato, nem dor nem sofrimento. Como poderia descrever isso então... não saberia faze-lo e ser fiel ao mesmo tempo. É como se fosse um turbilhão de coisas ao mesmo tempo. Só hoje conseguir ir da Agricultura de precisão até essa coisa toda em um piscar de olhos, foi como que automático, inevitável. Quando menos percebi, já estava lá, pensando e fantasiando isso tudo. Citando Nietzsche " o fantasioso nega a verdade para si mesmo; o mentiroso apenas para os outros.", me pergunto, me encaixo em uma dessas categorias? Não tenho certeza se em todos esses anos existiu de fato alguma verdade ou apenas acreditei em alguma coisa quando todos diziam o oposto.
Sou dramático. Sou imediatista, acredito naquilo que tenho, agora é a sua vez, responda se puder: o que tenho agora? O que estamos fazendo?


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