Se existe uma coisa que te pega de surpresa são pequenos instantes. Pequenos instantes que você daria tudo, para sempre, ao menos poder lembrar. Às vezes isso acontece comigo, me esforço o máximo para lembrar de alguns instantes mas não consigo, e a cada dia que passa as imagens vão se tornando mais e mais vagas, menos nítidas. Acho que esse é o real sentido da expressão "tudo passa".
O medo nesses instantes também se faz presente. Seria leviano se ousasse a falar de que, de várias coisas, de tudo, talvez do novo, talvez de mostrar-se. Eu disse talvez?
O que me alivia é a certeza. Sei que dessa vez fiz o certo, e não estou disposto a concessões. As regras, sou eu quem faço.
“Eu não tenho idéia porque a gente fica adiando as coisas, mas se eu tivesse que chutar, diria que tem muito a ver com o medo. Medo do fracasso. Medo da dor. Medo da rejeição. Seja lá do que a gente tenha medo, uma coisa é sempre verdade: com o tempo, a dor de não ter tomado uma atitude fica pior do que o medo de agir”

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