Todos nós, em algum momento optamos por fechar os olhos e não ver o que está acontecendo. Fechar os olhos e fingir que tudo vai bem, que o seu dia foi bom, que o erro cometido não foi seu, que aquela discurssãozinha no trabalho foi besteira, que o seu calo não doi, que você não se importa e nem se lembra.
As vezes fechar os olhos é bom até um certo momento, quando o que te rodeia não te incomoda, quando a falta de notícias não te interessa, mas quando o seu objeto de interesse, quando a sua "meta" depende de abrir os olhos a dor aparece novamente, e você descobre que ela nunca foi embora estava na sua frente esperando apenas a luz entrar.
As palavras não me ajudam nenhum pouco, existem certas ocasiões que frente a elas fecho os olhos, simplesmente prefiro não entender ou nem ler, apenas passo os olhos (fechados). Mas elas continuam na minha frente à espera de uma pequena abertura, uma minúscula fresta por onde a luz possa entrar e junto com a luz, a tão temida "palavra".
Sim entendi tudo o que estava escrito, entendi tudo que escrevi, por mais que quisesse que fosse mentira eu não poderia, não poderia negar aquilo que... aquilo... que sinto.
Tem dias que ainda sinto raiva, me sinto um idiota por ainda voltar nessa, mas aí é simples... eu fecho os olhos.
Entendi perfeitamente, entendi tudo, o único problema é que não posso alimentar esperanças, não tenho esse direito, não posso apertar o botão de auto destruição e aguardar a contagem regressiva...
No teatrinho de fundo de quintal, não gosto de ser as uvas prefiro o papel da raposa e no fim eu fecho os olhos, afinal eu nem queria mesmo...
Havia algo muito difícil, não poderia fazer aquilo sozinho, fechei os olhos e me imaginei fazendo tudo sozinho, então eu fui e fiz.

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